Casos de escorpiões preocupam moradores em Lucas do Rio Verde
Vigilância em Saúde orienta população sobre prevenção e destaca que cidade dispõe de soro para acidentes com animais peçonhentos
Por João Ricardo
22 de Setembro de 2025 às 09:12
A presença de escorpiões em bairros de Lucas do Rio Verde tem gerado apreensão entre moradores. Segundo a bióloga Mônica Silva Caetano, responsável pelo setor de entomologia e animais peçonhentos da Vigilância em Saúde, já foram identificadas quatro espécies no município.
“A gente tem na fauna o Tityus carvalhoi, o Tityus chaireironi e o Ananteris. Além deles, também registramos o Tityus serrulatus, conhecido como escorpião-amarelo, espécie perigosa por causar óbitos em crianças menores de cinco anos e idosos. Mas, em Lucas, os acidentes registrados estão relacionados ao carvalhoi e ao chaireironi”, explicou a bióloga.
Onde eles aparecem com mais frequência
Os escorpiões têm sido encontrados em diferentes pontos da cidade, com maior concentração em locais que acumulam entulhos, restos de construção e presença de baratas. “Na verdade, a gente tem casos na cidade toda. Mas em áreas com mais detritos e presença de baratas, que são alimento desses animais, a incidência é maior. A rede de esgoto também pode servir como caminho para eles”, destacou Mônica.
Cuidados dentro de casa
A bióloga orienta medidas preventivas que podem reduzir os riscos:
instalar telas em ralos;
manter o entorno da casa limpo;
controlar a população de baratas com dedetização.
“Quando aparecer escorpiões, é importante que a população entre em contato com a Vigilância em Saúde para que a equipe possa fazer a vistoria. E sempre recomendamos cuidado ao manipular calçados e roupas que estejam no chão, pois esses animais, de hábitos noturnos, podem se esconder nesses locais”, orienta.
Riscos e acidentes
Embora sejam pequenos – medindo entre 3 e 7 centímetros –, os escorpiões podem causar acidentes dolorosos. “Os casos mais comuns são quando a pessoa coloca uma bota, um sapato ou mexe em roupas encostadas na parede. Não são animais coloridos, mas como saem à noite em busca de alimento, acabam surpreendendo quem não adota os cuidados necessários”, explicou Mônica.
Predadores e controle
Sobre formas de combate, a bióloga lembra que os venenos disponíveis não eliminam os escorpiões. “Detetização não resolve, porque o veneno não mata o escorpião, apenas o afasta. O controle deve ser feito eliminando as baratas, que são sua principal fonte de alimento. Quanto a predadores naturais, como a galinha, o fato de os escorpiões serem noturnos diminui muito esse encontro”, disse.
Outros animais peçonhentos
Além dos escorpiões, a Vigilância também registrou recentemente atendimentos a vítimas de picadas de serpentes, como jararacas. “Foram casos de moradores que se acidentaram em outras localidades, mas buscaram atendimento em Lucas. Normalmente, isso ocorre em sítios e chácaras, quando se manipula entulhos sem o uso de botas ou luvas. Por isso, sempre reforçamos a importância da limpeza e do uso de equipamentos de proteção”, destacou Mônica.
Estrutura para atendimento
A Vigilância em Saúde garante que o município está preparado para atender casos de acidentes com animais peçonhentos. “Temos disponível o soro botrópico, crotálico e escorpiônico, tanto na Vigilância em Saúde quanto no hospital, que é o local de administração. Assim, a população tem todo o suporte necessário em casos de emergência”, finalizou a bióloga.
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