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Mato Grosso apresenta alta evasão escolar entre adolescentes, aponta IBGE

Estado ocupa a segunda posição nacional em alunos de 15 a 17 anos fora da escola; região Centro-Oeste também registra índices preocupantes em outras faixas etárias.

Por João Ricardo
27 de Fevereiro de 2025 às 10:44

 De acordo com o Censo 2022 de Educação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quarta-feira (26), Mato Grosso registrou 32.357 adolescentes de 15 a 17 anos fora das salas de aula, posicionando-se como o segundo estado com o maior índice de evasão escolar nessa faixa etária no Brasil, com uma taxa de frequência de 80,14%. O estado fica atrás apenas de Roraima, que apresentou uma taxa de 78,78%. Comparado ao Censo anterior, realizado em 2010, houve uma redução de 1,4% na frequência escolar dessa faixa etária em Mato Grosso.

Além disso, o estado ocupa a 23ª posição nacional em frequência escolar entre jovens de 18 a 24 anos, com uma taxa de 25,66%, e a 21ª posição entre crianças de 6 a 14 anos, registrando 97,66% de frequência. Para efeito de comparação, o Distrito Federal lidera essa faixa etária com 98,96%.

No que diz respeito à educação infantil, Mato Grosso está em 9º lugar na inclusão de crianças de 0 a 3 anos em creches ou pré-escolas, com uma taxa de 32,86%, abaixo da média nacional de 33,9%. Para crianças de 4 a 5 anos, o estado ocupa a 19ª posição, com 82,83%, também inferior à média nacional de 86,7%.

Entre os municípios mato-grossenses, Tesouro destacou-se ao alcançar 100% de frequência escolar entre crianças de 4 a 5 anos. Por outro lado, Reserva do Cabaçal (56,2%) e Luciara (53,6%) apresentaram os melhores índices de frequência para crianças de até 3 anos.

No que tange à população adulta, Mato Grosso está em 10º lugar no país em frequência escolar para pessoas com 25 anos ou mais, com uma taxa de 6,78%. Especificamente em Cuiabá, a capital ocupa a 9ª posição entre as capitais brasileiras com o maior número de pessoas de 25 anos ou mais com nível superior completo, atingindo 30,3%. Florianópolis (SC) e Vitória (ES) lideram esse ranking, ambas com 41,8%.

A análise por cor ou raça revela que, em Mato Grosso, as populações de cor ou raça branca e amarela apresentaram os maiores índices de frequência escolar entre crianças e jovens de 4 a 14 anos. Curiosamente, a população de cor ou raça preta registrou a maior taxa de frequência escolar bruta entre crianças de 0 a 3 anos. Em contrapartida, os indígenas apresentaram os menores índices em três das cinco faixas etárias analisadas.

A região Centro-Oeste, da qual Mato Grosso faz parte, registrou o segundo pior índice de frequência escolar do país em três faixas etárias. A única exceção foi entre a população de 18 a 24 anos, com uma taxa de 28,9%, ficando atrás apenas da região Sul, que registrou 29,8%. Por outro lado, os estudantes da região Norte apresentaram as piores taxas de frequência escolar do país até os 17 anos.

Em âmbito nacional, os dados do IBGE indicam que, de 2000 a 2022, as taxas de frequência escolar avançaram em todas as regiões e em quase todos os grupos etários. No entanto, as desigualdades regionais persistem, evidenciando a necessidade de políticas públicas direcionadas para combater a evasão escolar e promover a inclusão educacional em todo o país.

O aumento mais significativo na frequência escolar foi observado entre crianças de até 3 anos, passando de 9,4% em 2000 para 33,9% em 2022. Apesar desse avanço, o índice ainda está aquém da meta de 50% estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE). Apenas 11% dos municípios brasileiros superaram essa meta, indicando que há um longo caminho a ser percorrido para garantir acesso universal à educação desde a primeira infância.

Por outro lado, a única faixa etária que apresentou redução na frequência escolar foi a de 18 a 24 anos, que diminuiu de 31,3% em 2000 para 27,7% em 2022. Essa queda pode ser atribuída ao fato de muitos jovens adultos estarem concluindo os ensinos Fundamental e Médio com atraso.

Em relação às unidades federativas, o Amapá registrou as menores taxas de frequência escolar para as faixas de 0 a 3 anos (12%) e de 4 a 5 anos (65%). Já Roraima apresentou as menores taxas para os grupos de 6 a 14 anos (91,5%), 15 a 17 anos (78,8%) e 18 a 24 anos (24%).

Esses dados ressaltam a importância de investimentos contínuos em educação e a implementação de políticas públicas eficazes para reduzir a evasão escolar e promover a inclusão educacional em todas as regiões do Brasil.

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