Mato Grosso atingiu um número preocupante de óbitos por meningite em 2026. Com a confirmação de uma nova morte — um homem de 58 anos, vítima de meningite fúngica —, o estado totaliza agora nove falecimentos pela doença. O dado, divulgado nesta terça-feira (9) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), revela que o estado vive seu cenário mais crítico dos últimos dois anos.
Apesar do aumento nas estatísticas, que contabilizam 55 casos confirmados até o momento, a Secretaria de Estado de Saúde mantém a tranquilidade e afirma que não há indícios de surto no estado. A situação é monitorada rigorosamente pela Vigilância Epidemiológica em parceria com os municípios e unidades de saúde regionais.
Distribuição geográfica e faixas etárias
O levantamento aponta que a mortalidade pela doença está distribuída por diversas regiões mato-grossenses. Sorriso e Sinop aparecem com o maior número de óbitos, com duas mortes cada, seguidos por Cuiabá, Juscimeira, Vila Bela da Santíssima Trindade, Tangará da Serra e Glória D'Oeste.
Em relação à idade das vítimas, os dados revelam que o risco é generalizado: as faixas etárias de 5 a 9 anos, 35 a 49 anos e 50 a 59 anos concentram o maior volume de perdas, cada uma com dois registros fatais.
A vacinação continua sendo a principal barreira
A SES-MT reitera que a vacina é o método mais eficaz de prevenção. O calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente diversos imunizantes que cobrem os principais tipos de meningite:
- BCG (meningite tuberculosa);
- Meningocócica C e ACWY (sorogrupos específicos);
- Pneumocócicas 10 e 23-valente (Streptococcus pneumoniae);
- Pentavalente (Haemophilus influenzae tipo B).
Sinais de alerta
A doença, caracterizada pela inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, exige atenção imediata aos primeiros sintomas. As autoridades de saúde orientam que, ao notar os sinais abaixo, o paciente procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima:
- Febre alta súbita e dor de cabeça intensa;
- Rigidez ou dor no pescoço;
- Vômitos e confusão mental;
- Sonolência excessiva ou dificuldade de despertar;
- Manchas avermelhadas na pele e sensibilidade à luz.
Em crianças pequenas, o choro persistente, a irritabilidade incomum e a recusa alimentar são sinais que não devem ser ignorados. A orientação fundamental é clara: evite a automedicação e mantenha o cartão de vacinação de crianças e adolescentes rigorosamente em dia.