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Imagem: ASCOM
Legislativo luverdense é o mais eficiente entre cidades de médio porte em Mato Grosso, aponta TCE
Com economia de R$ 4 milhões e o menor custo por eleitor (R$ 168), Câmara de Lucas do Rio Verde supera vizinhas em ranking de gestão financeira
Por João Ricardo
04 de Fevereiro de 2026 às 06:28
Um levantamento detalhado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) colocou a Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde em posição de destaque no estado. O estudo, que analisou a aplicação de recursos públicos em municípios de médio porte, revela que a "Casa de Leis" luverdense não apenas economizou mais em termos absolutos, como também se consolidou como a estrutura menos onerosa para o bolso do cidadão.
Economia real e responsabilidade fiscal
Enquanto cidades vizinhas operam com orçamentos similares ou até superiores, Lucas do Rio Verde demonstrou um rigoroso controle de gastos. Dos R$ 13,1 milhões aprovados para o exercício, o Legislativo utilizou apenas R$ 9,03 milhões, devolvendo ou poupando R$ 4,07 milhões aos cofres públicos.
Para efeito de comparação, a economia de Lucas foi significativamente superior à de outros polos regionais:
Lucas do Rio Verde: R$ 4,07 milhões economizados
Campo Verde: R$ 3 milhões economizados
Nova Mutum: R$ 2,97 milhões economizados
Tangará da Serra: R$ 2,56 milhões economizados
Campo Novo do Parecis: R$ 1,15 milhão economizado (apesar de ter o maior orçamento aprovado do grupo)
O menor custo por eleitor da região
O indicador mais sensível para a população é o custo por eleitor. Neste quesito, a eficiência de Lucas do Rio Verde é ainda mais evidente. Manter o funcionamento da Câmara luverdense custa anualmente R$ 168 por eleitor, o valor mais baixo entre os municípios analisados.
No extremo oposto, Campo Novo do Parecis registra um custo individual de R$ 547 — quase três vezes maior que o de Lucas.
Município | Custo por Eleitor (Anual)Lucas do Rio Verde | R$ 168 Tangará da Serra | R$ 192 Campo Verde | R$ 243 Nova Mutum | R$ 330 Campo Novo do Parecis | R$ 547
Estrutura enxuta: O segredo dos números
A análise técnica sugere que o equilíbrio entre o tamanho da população e a estrutura parlamentar é o diferencial de Lucas. Com aproximadamente 95 mil habitantes e apenas nove vereadores, o município consegue diluir suas despesas operacionais de forma muito mais eficaz que cidades como Campo Novo do Parecis, que possui quase metade da população (51 mil habitantes), mas mantém o mesmo número de parlamentares com um gasto total elevado.
Tangará da Serra, embora tenha uma população maior (114 mil) e 14 vereadores, também não alcança a marca de economicidade de Lucas, evidenciando que a gestão administrativa local tem sido o fator determinante.
Compromisso institucional
Para o presidente da Câmara, Airton Callai, os números são reflexo de um posicionamento adotado pelos nove parlamentares em prol da simplificação e da resolução de problemas históricos. “Temos o comprometimento de trabalhar cada vez mais para melhorar a vida do cidadão e simplificar as coisas”, afirmou Callai, reforçando que a transparência e a eficiência são pilares da atual gestão.
O cenário desenhado pelo TCE-MT fortalece o debate sobre a responsabilidade fiscal no estado, servindo de modelo para outras câmaras que buscam reduzir o peso da máquina pública sem comprometer a qualidade do serviço legislativo.
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