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Imagem: AGRO FM
Esgoto a céu aberto e "Habite-se" polêmico: Legislativo luverdense entra em rota de colisão
Impasse na Avenida Ângelo Antonio Dal'Alba coloca saúde pública e déficit habitacional no centro de debate acalorado entre vereadores
Por João Ricardo
20 de Fevereiro de 2026 às 07:52
O clima esquentou na Casa de Leis luverdense durante a última sessão ordinária. O que deveria ser apenas mais uma discussão sobre infraestrutura urbana transformou-se em um embate político e sanitário de grandes proporções, envolvendo o destino de dejetos de mais de 200 famílias e a segurança de crianças em idade escolar.
O cenário do conflito é a movimentada Avenida Ângelo Antônio Dal'Alba, onde uma valeta aberta em um terreno baldio recebe, há meses, o esgoto bruto de um condomínio residencial de grande porte. O agravante? O "lago" de dejetos está estrategicamente posicionado entre as moradias e um Centro de Educação Infantil (CEI), gerando revolta na comunidade e dividindo opiniões no plenário.
O dilema do "Habite-se": Responsabilidade ou Necessidade?
A discussão central da sessão desta quinta-feira (19) focou na emissão do documento que autorizou a ocupação do imóvel.
A crítica da Oposição: O vereador Hélio Kaminski não poupou críticas à gestão municipal. Para ele, o erro foi administrativo e preventivo. “O poder público falhou ao conceder o ‘habite-se’ sem que o sistema sanitário estivesse 100% operacional. Entregaram as chaves, mas esqueceram da dignidade básica e do meio ambiente”, disparou o parlamentar.
O contraponto do Presidente: Por outro lado, o presidente da Câmara, Airton Callai, embora tenha admitido que a liberação técnica foi equivocada diante das condições atuais, trouxe o lado humano para o debate. Callai ponderou que manter as famílias pagando aluguel enquanto aguardavam a burocracia do sistema de esgoto também seria uma punição severa aos moradores.
"Estamos diante de um erro de percurso onde o lado social pesou mais que o técnico, mas agora a fatura ambiental chegou", resumiu um dos presentes nos bastidores da sessão.
Saúde Pública em cheque
O líder do prefeito, vereador Jackson Lopes, assumiu a linha de defesa do Executivo. Embora tenha reconhecido a existência do problema ambiental, Lopes buscou acalmar os ânimos em relação ao risco iminente de doenças. Segundo ele, apesar do cenário visual e do mau cheiro, não existem registros oficiais da Secretaria de Saúde que comprovem surtos ou riscos diretos às crianças do centro educacional vizinho até o momento.
O que está em jogo agora:
Monitoramento Ambiental: A urgência em fechar a valeta e conectar o sistema à rede oficial.
Responsabilidade Administrativa: Uma possível investigação sobre quem assinou a liberação técnica do empreendimento.
Segurança Escolar: A pressão dos pais para garantir que o ambiente do CEI não seja contaminado.
O caso segue sob a lupa do Legislativo luverdense, que promete fiscalizar de perto a solução definitiva para o "rio de esgoto" que mancha o crescimento da região da Ângelo Antonio Dal'Alba.
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