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Imagem: ASSESSORIA SESP/MT
Sesp-MT articula novas diretrizes de proteção e repressão para atualizar plano nacional; medidas impactarão políticas públicas em todo o estado
O foco central é transformar o plano em um instrumento vivo, capaz de ditar o ritmo das políticas públicas e garantir que o fluxo de denúncia e acolhimento seja eficiente em todos os municípios mato-grossenses.
Por João Ricardo
16 de Março de 2026 às 07:45
O fortalecimento da rede de proteção infantojuvenil ganhou um novo capítulo com a participação ativa de Mato Grosso na revisão do Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. O fórum regional, que reuniu especialistas do Centro-Oeste em Cuiabá nos dias 12 e 13 de março, contou com a colaboração direta da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) para desenhar as estratégias que guiarão o setor nos próximos dez anos.
Com o objetivo de atualizar um documento que datava de 2013, o encontro no auditório da UFMT serviu como termômetro para os desafios atuais, considerando as mudanças sociais e tecnológicas da última década. Para Lucas do Rio Verde, cidade que se destaca pelo crescimento acelerado e pela pujança econômica, a integração nessas políticas estaduais e nacionais é vital para garantir que o desenvolvimento venha acompanhado de segurança para as famílias.
A força da rede integrada
A ouvidora da Sesp-MT, Márcia Ourives, uma das representantes do estado no fórum, enfatizou que o combate a esse tipo de crime não se faz isoladamente. "Com ações transversais que envolvem diversos atores, fortalecemos a rede de proteção e ampliamos as estratégias de prevenção, atendimento às vítimas e responsabilização dos agressores", pontuou.
O foco central é transformar o plano em um instrumento vivo, capaz de ditar o ritmo das políticas públicas e garantir que o fluxo de denúncia e acolhimento seja eficiente em todos os municípios mato-grossenses.
Novas frentes: Trabalho e Turismo
Um dos pontos altos do debate foi a proposição de estratégias que vão além da repressão policial direta. Entre os temas discutidos, destacam-se:
Autoproteção e Aprendizagem: Ampliar a inserção de adolescentes em programas de capacitação que incluam formação sobre como identificar e se proteger da violência sexual.
Fluxos Padronizados: Criar protocolos rígidos de fiscalização e enfrentamento em ambientes de trabalho e no setor do turismo, áreas sensíveis que exigem vigilância constante.
Rumo a Brasília
A coordenadora nacional do comitê, Karina Figueiredo, ressaltou que as propostas colhidas em Cuiabá serão levadas para a etapa nacional, em Brasília, prevista para maio deste ano. A ideia é que o novo plano seja construído sob a ótica de quem está na ponta do atendimento, garantindo eficácia real para a próxima década.
A abertura do fórum demonstrou o peso institucional da iniciativa, contando com representantes do Conanda, Ministério Público de Mato Grosso e conselhos de direitos humanos, reafirmando que a proteção da infância é prioridade absoluta na agenda de segurança pública do estado.
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