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Imagem: AGRO FM
Dinheiro "vivo" na compra de imóveis: projeto de proibição ainda tramita no Congresso e gera debate em Lucas
Especialista esclarece na rádio local que proposta, já aprovada pelo Senado, exige meios rastreáveis como PIX e TED, mas ainda depende da Câmara e sanção presidencial para virar lei
Por João Ricardo
17 de Março de 2026 às 08:22
Com o mercado imobiliário em constante ebulição em nossa região, uma notícia que tem circulado nos grupos de investidores e moradores de Lucas do Rio Verde ganhou contornos de esclarecimento oficial. Trata-se do projeto de lei que visa proibir a compra de imóveis com dinheiro em espécie — o famoso "dinheiro vivo" — em todo o território nacional.
Em participação recente no programa Jornal 102 em Pauta, da rádio Agro FM, em Lucas do Rio Verde, o advogado especialista em Direito Imobiliário, José Carlos Machado, trouxe luz ao tema para desmistificar informações distorcidas. Segundo ele, embora o texto já tenha avançado no Senado Federal, ele ainda não possui validade jurídica.
“O primeiro ponto fundamental para o cidadão luverdense entender é que isso ainda não é lei. Trata-se de um projeto que precisa cumprir outras etapas burocráticas e legislativas antes de entrar em vigor”, alertou o advogado durante a entrevista.
O foco: Transparência e Rastreabilidade
A proposta central do projeto é aumentar a transparência e o controle sobre as grandes transações financeiras no setor. Se aprovada, as negociações imobiliárias deverão ser realizadas obrigatoriamente por meios eletrônicos rastreáveis, como:
PIX;
TED / DOC;
Transferências bancárias identificadas.
O objetivo do legislativo é fechar o cerco contra crimes de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e o uso de recursos de origem ilícita. Como o dinheiro em espécie dificulta o rastreamento da "rota financeira", a nova regra tornaria a transação mais segura para o sistema de controle do Estado.
Próximos passos e o impacto em Mato Grosso
O trâmite em Brasília ainda é longo. Após a aprovação inicial no Senado, o texto segue agora para a Câmara dos Deputados. Lá, os parlamentares podem aprovar a versão atual, modificá-la (o que faria o texto retornar ao Senado) ou rejeitá-la. Somente após essa etapa é que o projeto segue para as mãos do Presidente da República para sanção ou veto.
Caso vire lei, haverá um prazo de adaptação (geralmente de 45 dias após a publicação oficial). Para um estado como Mato Grosso, e especialmente cidades como Lucas do Rio Verde, onde o agronegócio impulsiona transações imobiliárias de alto valor, a mudança exigirá uma adaptação cultural e operacional tanto de compradores quanto de corretores e imobiliárias.
A recomendação de especialistas para quem está negociando um imóvel agora é manter a calma, mas priorizar sempre os meios bancários, que já conferem maior segurança jurídica ao negócio, independentemente da aprovação da nova lei.
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