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Imagem: AGRO FM
Hospital São Lucas recebe doses de medicamento inédito que protege bebês contra bronquiolite em Lucas do Rio Verde
Anticorpo Nirsevimabe, enviado pelo Ministério da Saúde, garante proteção imediata contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de infecções graves em recém-nascidos
Por João Ricardo
19 de Março de 2026 às 05:57
O Hospital São Lucas, em Lucas do Rio Verde, recebeu nesta semana doses do medicamento Nirsevimabe, um anticorpo de dose única que oferece proteção imediata contra a bronquiolite e outras infecções graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A iniciativa faz parte de uma estratégia do Ministério da Saúde para ampliar a proteção de bebês mais vulneráveis, especialmente durante o período de maior circulação do vírus.
De acordo com a supervisora da Vigilância em Saúde do município, enfermeira Cláudia Engelmann, o medicamento representa um avanço significativo na proteção infantil. “O Nirsevimabe é um anticorpo que já vem com a proteção pronta, diferente da vacina, que estimula o organismo a produzir essa defesa. Com ele, o bebê já recebe uma imunização imediata contra o vírus”, explicou.
A aplicação será destinada, inicialmente, a recém-nascidos prematuros, com até 36 semanas e seis dias de gestação. A estratégia prevê que esses bebês recebam o anticorpo ainda na maternidade, logo após o nascimento, garantindo proteção durante os primeiros meses de vida — período considerado mais crítico para complicações respiratórias.
O VSR é o principal responsável por casos de bronquiolite, doença que pode evoluir para quadros graves, especialmente em bebês com menos de seis meses. Segundo Cláudia, a chegada do medicamento ocorre em um momento oportuno. “Estamos entrando no período sazonal do vírus, quando há aumento na circulação e maior risco de internações, inclusive em unidades de terapia intensiva”, destacou.
Neste primeiro momento, o município recebeu 20 doses do medicamento. A média mensal de nascimentos prematuros em Lucas do Rio Verde é de aproximadamente 14 bebês, o que deve atender a demanda inicial. Além dos recém-nascidos, crianças menores de dois anos com comorbidades — como doenças cardíacas, pulmonares, síndrome de Down e outras condições — também poderão ser contempladas futuramente, conforme regulamentação do Estado.
A estratégia integra um conjunto de ações que inclui também a vacinação de gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. Nesse caso, a mãe desenvolve anticorpos que são transferidos ao bebê ainda durante a gestação. “Agora temos uma dupla proteção: a vacina na gestante e o anticorpo para o bebê prematuro, ampliando significativamente a prevenção contra o vírus”, reforçou a supervisora.
A disponibilização do Nirsevimabe pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é considerada um marco na saúde pública, com potencial para reduzir internações e complicações graves entre os recém-nascidos.
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