União Europeia barra carne brasileira e governo reage
Se a suspensão for mantida, a estimativa é de prejuízo anual de cerca de 1 bilhão e 800 milhões de dólares para exportadores brasileiros.
Por João Ricardo
14 de Maio de 2026 às 06:04
Atenção produtor rural, exportador e consumidor. A decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal gerou forte reação do governo brasileiro.
Os ministérios das Relações Exteriores, Agricultura e Desenvolvimento afirmaram que foram surpreendidos e já trabalham para reverter a medida. O embaixador brasileiro junto ao bloco europeu, Pedro Miguel da Costa e Silva, deve buscar esclarecimentos com autoridades da área sanitária.
Mas calma: o veto não é imediato. A decisão só passa a valer em 3 de setembro, ou seja, até lá o Brasil continua exportando normalmente carne bovina, aves, ovos, mel, peixes e outros produtos de origem animal.
Se a suspensão for mantida, a estimativa é de prejuízo anual de cerca de 1 bilhão e 800 milhões de dólares para exportadores brasileiros.
Mesmo assim, especialistas avaliam que isso não deve reduzir o preço da carne no mercado interno, já que o produto pode ser redirecionado para outros compradores internacionais.
Hoje, a China segue como principal destino da carne bovina brasileira, concentrando quase metade das exportações. Em seguida aparecem os Estados Unidos. A União Europeia ocupa a quarta colocação.
E qual a reclamação dos europeus? O bloco afirma que o Brasil ainda não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária. Esses medicamentos são usados para combater bactérias, fungos e outros agentes, mas também podem ser utilizados para acelerar o ganho de peso animal.
A preocupação europeia é com a chamada resistência antimicrobiana, quando bactérias deixam de responder aos remédios.
O setor produtivo brasileiro rebate. Entidades como a ABPA e a Abiec afirmam que o país cumpre todas as exigências sanitárias internacionais e possui sistemas rígidos de controle.
Agora, o Brasil tenta convencer a União Europeia antes do prazo final e evitar mais um impacto no comércio exterior.
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