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Imagem: ASSESSORIA
Fundação Rio Verde divulga pesquisa sobre manejo e intervalo de segurança de herbicidas na soja
Estudos realizados na safra 2025/2026 apontam eficiência de herbicidas na dessecação pré-semeadura e no manejo pré-emergente, auxiliando produtores no planejamento da próxima safra
Por João Ricardo
01 de Julho de 2026 às 13:30
A proximidade da safra de soja 2026/2027 e o período de vazio sanitário em andamento em Mato Grosso reforçam a importância do planejamento no manejo de plantas daninhas, etapa considerada estratégica para garantir o bom desempenho das lavouras.
Com o objetivo de contribuir para decisões mais assertivas no campo, a Fundação Rio Verde divulgou os resultados de pesquisas voltadas à avaliação do intervalo de segurança e da eficiência de herbicidas utilizados tanto na dessecação pré-semeadura quanto no manejo com produtos pré-emergentes.
Os estudos foram conduzidos durante a safra 2025/2026 pelo pesquisador Rodrigo Pengo. Um dos trabalhos analisou diferentes herbicidas aplicados em distintos intervalos antes da semeadura da soja, avaliando os impactos sobre a cultura e a capacidade de controle das principais plantas daninhas presentes nas áreas de produção.
Segundo Rodrigo Pengo, a pesquisa buscou compreender o comportamento dos herbicidas no campo, oferecendo informações práticas para o produtor rural.
“Avaliamos herbicidas utilizados na dessecação pré-plantio da soja para entender como funciona o intervalo de segurança, quais efeitos podem causar de fitotoxicidade na cultura e qual a eficiência no controle das plantas daninhas. Esses resultados trazem informações importantes para o produtor definir quando aplicar, qual dose utilizar e quais espécies de plantas daninhas cada herbicida controla”, explicou.
O pesquisador também alertou para a necessidade de monitoramento constante das áreas, especialmente durante o vazio sanitário, período em que fatores climáticos podem comprometer a eficiência do manejo.
De acordo com ele, a previsão de baixa disponibilidade hídrica para a próxima safra exige ainda mais atenção por parte dos produtores. “O produtor precisa ficar atento ao estádio de desenvolvimento das plantas daninhas. Para a próxima safra, está previsto um período de baixa disponibilidade de água, o que dificulta a ação dos herbicidas. Por isso, é fundamental aproveitar o momento certo para realizar a aplicação e escolher o produto adequado para cada situação, garantindo que a área permaneça livre de plantas invasoras”, afirmou.
Manejo pré-emergente
Outro estudo desenvolvido pela Fundação Rio Verde avaliou o desempenho de 29 tratamentos com herbicidas pré-emergentes na cultura da soja. Os resultados demonstraram que a utilização desses produtos contribui para manter a lavoura limpa por mais tempo, reduzindo a pressão das plantas daninhas e favorecendo o desenvolvimento inicial da cultura.
Durante a pesquisa, o manejo pós-emergente foi individualizado em cada tratamento para reproduzir as condições reais encontradas no campo.
“O manejo pós-emergente foi individualizado para cada tratamento justamente para refletir o que acontece na prática. Conseguimos entender melhor os efeitos dos herbicidas pré-emergentes na cultura, o nível de fitotoxicidade e, principalmente, o retorno que eles proporcionam no controle das plantas daninhas e nos ganhos de produtividade”, destacou Pengo.
Mais segurança na tomada de decisão
Os resultados reforçam o compromisso da Fundação Rio Verde com o desenvolvimento de tecnologias e informações aplicadas à realidade do produtor rural. As pesquisas fornecem maior segurança na definição das estratégias de manejo, tanto na dessecação pré-semeadura quanto no uso de herbicidas pré-emergentes.
Para Rodrigo Pengo, o principal benefício dos estudos está em oferecer suporte técnico para decisões mais eficientes no campo.
“Esses estudos ajudam o produtor a tomar decisões mais assertivas para a próxima safra, escolhendo o herbicida correto, o momento ideal de aplicação e entendendo os possíveis efeitos sobre a cultura. O objetivo final é controlar as plantas daninhas com eficiência e garantir maior produtividade da soja”, concluiu.
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