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Baixa Cobertura da Vacina dTpa em Gestantes Preocupa Especialistas

Em 2014, o Brasil enfrentou um surto de coqueluche. Recentemente, o Ministério da Saúde alertou sobre um aumento global de casos, com o Brasil registrando 31 infecções confirmadas até abril, 80% em bebês menores de seis meses.

Por João Ricardo
10 de Junho de 2024 às 11:46

Em 2023, a cobertura da vacina dTpa (tríplice bacteriana acelular) alcançou apenas 75%. Esta vacina, essencial para gestantes, é fundamental para proteger os recém-nascidos contra coqueluche, tétano e difteria. No entanto, muitas gestantes ainda não estão se vacinando, o que representa um risco significativo para a saúde dos bebês.

A jornalista e atriz Natália Gadioli, grávida pela segunda vez, planeja tomar a dTpa assim que atingir 20 semanas de gestação. Ela acredita que a desinformação é um dos principais obstáculos. "Infelizmente, há muita fake news tentando assustar as pessoas. Isso prejudica individual e coletivamente. Sempre que posso, tento combater essa desinformação e defender a vacina, especialmente durante a gravidez, quando é crucial proteger o bebê", destaca Natália.

Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, explica que a hesitação vacinal é multifatorial, destacando a falta de percepção de risco como um dos principais motivos. "Durante a pandemia, com altos índices de mortalidade, todos queriam se vacinar contra a COVID-19. Hoje, com menos vítimas, é difícil alcançar a cobertura das doses de reforço. A desinformação, inclusive disseminada por alguns profissionais de saúde, tem impactado especialmente as gestantes", afirma Cunha.

Em 2014, o Brasil enfrentou um surto de coqueluche. Recentemente, o Ministério da Saúde alertou sobre um aumento global de casos, com o Brasil registrando 31 infecções confirmadas até abril, 80% em bebês menores de seis meses. A vacinação durante a gravidez é vital, pois o SUS só vacina bebês a partir dos dois meses, deixando os mais novos vulneráveis.

A ginecologista Nilma Neves enfatiza que os profissionais de saúde devem garantir que as vacinas sejam tomadas e esclarecer dúvidas das gestantes. "Muitas mulheres têm medo de que vacinas ou medicamentos afetem o bebê. É crucial que os profissionais de saúde estejam bem informados e preparados para orientar adequadamente", ressalta Nilma.

A falta de acesso aos postos de vacinação, que não abrem aos sábados, também contribui para a baixa adesão. Mesmo com campanhas como o Dia D, a meta de cobertura vacinal contra a gripe, por exemplo, não é atingida. Atualmente, menos de um quarto das gestantes se vacinaram contra a gripe, apesar da vacina proteger contra três cepas do vírus Influenza, que pode causar a Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Além da influenza, a COVID-19 continua sendo um risco significativo. Estudos mostram que a COVID-19 pode levar a complicações graves na gravidez, como aborto espontâneo e parto prematuro. A Fiocruz identificou um aumento de 70% na mortalidade entre gestantes durante os primeiros anos da pandemia. A vacina monovalente xbb da Moderna, disponível pelo SUS, é recomendada para gestantes e puérperas.

Glaucia Vespa, diretora médica de vacinas da Adium, garante a segurança das vacinas. "As vacinas passam por etapas rigorosas de desenvolvimento e monitoramento. A eficácia e a segurança são comprovadas em estudos contínuos", explica Glaucia.

Desde o início da vacinação contra a COVID-19 em 2021, quase 2,3 milhões de mulheres se vacinaram, um número ainda abaixo da expectativa. Marcelo Freitas, gerente médico de vacinas da GSK, destaca a importância do apoio familiar. "A vacinação em família cria um círculo de proteção para o bebê. Estratégias como o 'Cocoon', onde pessoas próximas à criança se vacinam, são fundamentais para bloquear a transmissão de doenças", afirma Freitas.

O calendário básico de vacinação do SUS recomenda que gestantes recebam, além da dTpa, vacinas contra hepatite B e DT, que protegem contra tétano e difteria. Nilma Neves reforça que a imunização deve começar antes da gravidez. "É importante que mulheres em idade fértil mantenham suas vacinas em dia para garantir proteção durante a gestação", conclui Nilma.

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