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Imagem: João Ricardo
Combustíveis mais caros: nova alíquota do ICMS pressiona preços em Lucas do Rio Verde
Reajuste nacional eleva gasolina em R$ 0,10 e diesel em R$ 0,05; revendedores locais preveem repasse gradual conforme renovação dos estoques
Por João Ricardo
07 de Janeiro de 2026 às 05:45
ano de 2026 começou com uma pressão adicional sobre o custo de vida em Lucas do Rio Verde. Desde o dia 1º de janeiro, entrou em vigor o novo reajuste da alíquota do ICMS sobre combustíveis, uma medida definida pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) que já reflete nas bombas e nos balcões de gás de cozinha da nossa região.
O aumento, que atinge todo o território nacional, estabelece valores fixos (ad rem) por litro ou quilo. Para 2026, os novos valores do ICMS foram fixados em R$ 1,57 por litro de gasolina, R$ 1,17 para o diesel e R$ 1,47 por quilo do gás de cozinha. Na prática, isso representa um acréscimo de R$ 0,10, R$ 0,05 e R$ 0,08, respectivamente, em comparação ao ano anterior.
Impacto nas bombas locais
Em Lucas do Rio Verde, o reflexo no bolso do consumidor deve variar entre R$ 0,05 e R$ 0,10, dependendo do estabelecimento e do tipo de combustível. De acordo com o revendedor Vilson Kirst, pioneiro no setor com mais de três décadas de atuação no município, o impacto percentual gira em torno de 1,5%.
"O reajuste ocorreu devido ao ICMS em todos os estados. Aqui em Lucas, muitos postos ainda seguraram o preço nos primeiros dias por possuírem estoque antigo, mas o repasse é inevitável ao longo desta semana", explica Kirst. Ele ressalta que o cenário é desafiador também para o empresário: "O combustível já está caro e vender com preço elevado afasta o consumidor".
Fatores de pressão: Safra e cenário internacional
Para uma cidade movida pelo agronegócio como a nossa, o aumento do diesel chega em um momento sensível. A proximidade e o desenrolar do período de safra costumam elevar drasticamente a demanda por combustíveis na região, o que, somado à dependência brasileira de importações (cerca de 25% a 30% do consumo), cria um cenário de incerteza.
"Qualquer instabilidade mundial ou variação na oferta afeta diretamente os preços, já que o Brasil ainda carece de autossuficiência no refino", alerta Vilson Kirst.
O bolso do consumidor e a economia necessária
Para quem vive na estrada ou depende do veículo para o trabalho, como o mecânico Davidson dos Santos Fernandes, que cruzava a cidade vindo de Rondônia, o aumento é sentido de imediato. "A gente roda muito, então qualquer centavo a mais pesa no orçamento final e influencia em todas as outras despesas", relatou à nossa reportagem.
Especialistas e revendedores sugerem que, neste cenário, a palavra de ordem é eficiência. Com o custo do etanol e da gasolina apresentando paridade semelhante em termos de rendimento atual, manter a manutenção do veículo em dia e adotar uma direção consciente são as únicas formas de mitigar o impacto do novo imposto.
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