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Estado registra 55 casos de meningite em 2026 e reforça alerta para a importância da atualização vacinal em todas as faixas etárias
A SES-MT reitera que a vacina é o método mais eficaz de prevenção.
Por João Ricardo
10 de Junho de 2026 às 05:39
Mato Grosso atingiu um número preocupante de óbitos por meningite em 2026. Com a confirmação de uma nova morte — um homem de 58 anos, vítima de meningite fúngica —, o estado totaliza agora nove falecimentos pela doença. O dado, divulgado nesta terça-feira (9) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), revela que o estado vive seu cenário mais crítico dos últimos dois anos.
Apesar do aumento nas estatísticas, que contabilizam 55 casos confirmados até o momento, a Secretaria de Estado de Saúde mantém a tranquilidade e afirma que não há indícios de surto no estado. A situação é monitorada rigorosamente pela Vigilância Epidemiológica em parceria com os municípios e unidades de saúde regionais.
Distribuição geográfica e faixas etárias
O levantamento aponta que a mortalidade pela doença está distribuída por diversas regiões mato-grossenses. Sorriso e Sinop aparecem com o maior número de óbitos, com duas mortes cada, seguidos por Cuiabá, Juscimeira, Vila Bela da Santíssima Trindade, Tangará da Serra e Glória D'Oeste.
Em relação à idade das vítimas, os dados revelam que o risco é generalizado: as faixas etárias de 5 a 9 anos, 35 a 49 anos e 50 a 59 anos concentram o maior volume de perdas, cada uma com dois registros fatais.
A vacinação continua sendo a principal barreira
A SES-MT reitera que a vacina é o método mais eficaz de prevenção. O calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente diversos imunizantes que cobrem os principais tipos de meningite:
BCG (meningite tuberculosa);
Meningocócica C e ACWY (sorogrupos específicos);
Pneumocócicas 10 e 23-valente (Streptococcus pneumoniae);
Pentavalente (Haemophilus influenzae tipo B).
Sinais de alerta
A doença, caracterizada pela inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, exige atenção imediata aos primeiros sintomas. As autoridades de saúde orientam que, ao notar os sinais abaixo, o paciente procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima:
Febre alta súbita e dor de cabeça intensa;
Rigidez ou dor no pescoço;
Vômitos e confusão mental;
Sonolência excessiva ou dificuldade de despertar;
Manchas avermelhadas na pele e sensibilidade à luz.
Em crianças pequenas, o choro persistente, a irritabilidade incomum e a recusa alimentar são sinais que não devem ser ignorados. A orientação fundamental é clara: evite a automedicação e mantenha o cartão de vacinação de crianças e adolescentes rigorosamente em dia.
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